sábado, 29 de janeiro de 2011

DESEDUCAR PARA DOMINAR - MARCELO ROQUE

"Mais importante que ensinar
é despertar o interesse pelo saber"

E as nossas escolas nem ensinam
e muito menos despertam tal interesse



Eu, como cidadão brasileiro, me sinto profundamente indignado
com o tamanho descaso com o qual é tratada a educação em
meu país
É explícita a vontade dos governos de provocarem cada vez mais
uma deteriorização do ensino, tornando-nos assim, indivíduos cada
vez mais alienados e ainda menos participativos (se é que participamos
de alguma coisa)nas questões de interesse coletivo
Nas salas de aula, os professores fingem que ensinam, enquanto os
alunos fingem que aprendem
E para piorar aquilo que já estava péssimo, ainda foi inventada a tal
"aprovação automática", ou seja, os alunos já começam o ano letivo
sabendo que, a aprovação, é praticamente certa. Um verdadeiro
desestímulo ao já mínimo interesse dos estudantes pelo aprendizado

E enquanto isso, continuamos sendo constantemente bombardeados,
por uma sub cultura estadunidense, que tem como único objetivo,
a destruição de nossa cultura e identidade nacional
E, como representantes máximos do capitalismo, visam, é claro,
a transformação de nosso país em uma sociedade cujos sonhos e
anseios, estejam intimamente ligados a conquistas materiais

Por fim, somando uma péssima educação, consequentemente, uma
quase inexistente consciência cidadã, com uma maciça campanha midiática(braço forte das elites), em prol de conceitos e valores exclusivamente materialistas, poderemos estar condenados,
definitivamente, a nos tornarmos indivíduos "terceiro mundistas".
Mesmo que, economicamente, algum dia, nos tornemos uma nação de primeiro mundo

Marcelo Roque

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ÚLTIMA SESSÃO -MARCELO ROQUE

Última Sessão

Esta indo embora o tempo do Belas Artes
Aquele tempo onde moças e moços se entreolhavam
em meio aos diálogos de filmes
franceses e soviéticos
Esta indo embora o tempo
daquelas imprescindíveis expressões
de alívio e dor,
que entre uma sessão e outra,
viam-se estampadas naqueles rostos
Esta indo embora o tempo
onde tudo o que mais se ouvia
era aquele silêncio;
inquietante e contestador
Que teimava em pairar entre os ouvidos e almas
de todos aqueles que ainda zelavam por suas almas




Um dos pontos culturais mais tradicionais de nosso país,
o Cine Belas Artes, localizado entre as avenidas Paulista
e Consolação, anunciou o seu fechamento
Um duro golpe no já tão combalido cenário cultural brasileiro
O prédio onde o cinema se encontra é alugado, e os proprietários
alegam que receberam uma oferta melhor de locação. Provavelmente
alguma grande loja de departamentos tomará o lugar do Belas Artes
Se isto realmente se concretizar, será mais um infeliz capítulo do
impiedoso avanço capitalista sobre parte da memória e cultura de um povo

Marcelo Roque

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

ATÉ QDO O ACERVO DE JOSÉ REIS VAI FICAR ASSIM?

E O RESPEITO COM A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NACIONAL?

Explicando a voz da ciência que calou e a espiral que desenrolou.




Osmir Nunes, pela equipe NJR/USP

Publicado em 11 de novembro 2010 por Tecelã ,do Tecela's Blog, encontramos em nosso perfil no Google os seguintes fatos:
“A Universidade de São Paulo é uma das maiores universidades do Brasil e a sexta maior em numero de alunos, sendo a maior entre as publicas. Em 2009 foi eleita como a 53 melhor universidade do mundo, segundo o Conselho Superior de Investigações Cientificas da Espanha. Mas a população sabe o que acontece dentro dos portões da universidade? sabem que existem professores pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação que ajudam a desvendar vários quebra-cabeças científicos e ajudam a construir o conhecimento? Como isso é feito? O que eles fazem dentro das salas e dos laboratórios que podem ajudar a comunidade?
Como as pessoas vêm o que acontece dentro dos portões da Universidade se não através da divulgação cientifica. O papel da divulgação científica e do divulgador vem tomando grande importância dentro da sociedade. Levar a população questões simples, mas importantes como o que são os transgênicos e as células tronco faz com que as pessoas possam construir suas próprias opiniões.
A Universidade de São Paulo além das Comissões de Cultura e Extensão Universitária presentes nas faculdades e Institutos tinha grande contribuição do Núcleo José Reis de Divulgação Científica (NJR) que antes se localizava nos barracões próximos a ECA e o seu site, assim como as revistas ligadas ao NJR, Vox Scientiae e Espiral, ficavam ancorados no site da ECA-USP. Hoje o local está interditado e o site fora do ar.
Faz algumas semanas que li no Jornal do Campus (USP) uma luz a respeito do que estava acontecendo:”
Núcleo José Reis é acusado de irregularidades”
OMITIMOS OS FATOS SEGUINTES, POIS NADA AJUDAM A ESCLARECER O MOMENTO QUE VIVEMOS. ESTES FATOS SE ENCONTRAM NAS MÃOS DO JURISTA DALMO DE ABREU DALLARI, QUE NOS REPRESENTA, E PROMETE REABERTURA DAS SALAS DO NJR E A VOLTA DA NORMALIDADE. NÃO PODEMOS ACEITAR UMA ATITUDE FASCISTA NA UNIVERSIDADE.
Voltando a articulista a quem cumprimentamos, e gostaríamos que houvesse mais como ela, eis suas palavras: “ O que a mim pesa e acredito deveria preocupar a USP e o seu reitor são os inúmeros artigos ligados a divulgação científica com o papel de esclarecer que também foram interditados, e dessa maneira negado o acesso a população, além do acervo lacrado junto a sala em que ficava o NJR.
Procurando pelo google vi algumas coisas relacionadas a esse assunto, como o estatuto do NJR:
http://www.usp.br/leginf/resol/r5834m.htm
Minha esperança é de que as coisas sejam rapidamente resolvidas para que o prejuízo que vem sendo causado por essa interdição de conhecimento pare de calar a voz da ciência. Esperemos o desenrolar dessa história”. Nós também esperamos, inclusive com direito de eleições democráticas e a volta da liberdade de expressão.

O prof. Osmir Nunes é Mestre pela ECA/USP, doutorando Em História da Ciência, USP_

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Revistas na aula de química

A matéria abaixo é muito interessante, pois fiz uma monografia a partir de teóricos da Análise do Discurso, uma metodologia muito válida para se analisar revistas de divulgação científica, que me trouxe muitas conclusões e entendimentos acerca do discurso científico e discurso de divulgação científica. A matéria em questão ilustra isso no que tange a importância das revistas nas escolas.




Estudo analisa papel no ensino de química da divulgação científica feita por meio de textos jornalísticos
Por Fábio Reynol
Agência FAPESP – Ao lado de livros didáticos e de materiais de laboratório, revistas e publicações de divulgação científica podem ser uma ferramenta importante para o aprendizado de química no ensino médio.
A afirmação é de Luciana Nobre de Abreu Ferreira, que apresentou conclusões preliminares de seu trabalho de doutorado, conduzido no Instituto de Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), na 33ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química, realizada de 28 a 31 de maio em Águas de Lindoia.
Na apresentação oral “Textos de divulgação científica como recursos didáticos”, Luciana contou sua experiência de incentivar graduandos em licenciatura em química a utilizar textos de revistas nas aulas de estágio. Sua pesquisa tem apoio da FAPESP por meio da modalidade Bolsa de Doutorado.
A estudante selecionou exemplares da revista Ciência Hoje, vinculada à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), publicados de 2004 a 2008 e com temas associados à química.
“Como encontramos muitos textos, cerca de 230, resolvemos utilizar somente as reportagens de capa relacionadas à química”, disse Luciana à Agência FAPESP. Com a nova triagem, restaram 29 matérias jornalísticas a serem levadas às salas de aula.
Os textos foram analisados segundo o campo teórico da análise do discurso e algumas características chamaram a atenção da pesquisadora. “Eles continham informações científicas, elementos do cotidiano dos alunos e muitas vezes características didáticas que ajudavam a complementar o livro didático”, indicou.
Segundo Luciana, uma das grandes vantagens dos textos jornalísticos de divulgação científica é a contextualização dos temas que não são vistos isoladamente, mas relacionados a uma questão que faz parte da vida do aluno.
Essas características foram verificadas pela doutoranda em revistas como Galileu, Superinteressante e Pesquisa FAPESP.
Para Luciana, além de ter linguagem acessível aos estudantes, essas publicações especializadas e sessões científicas de jornais colocam a ciência em um patamar mais próximo do aluno, algo que o livro didático muitas vezes não traz.
“Os textos jornalísticos mostram aos alunos que a ciência é feita por pessoas do mesmo nível que eles, diferentemente dos livros, que apresentam muitas vezes a matéria com certa autoridade, sugerindo algo que eles não vão poder alcançar facilmente”, ponderou.
No entanto, o estudo também apontou que o uso dos textos jornalísticos só é eficaz com a participação ativa do professor na escolha e na preparação das matérias antes de levá-las às aulas.
A espetacularização da ciência, dados incompletos e até incorreções conceituais são alguns problemas dos jornais e revistas que o professor deve detectar e debater com os alunos na sala de aula.
“É papel do professor aumentar os benefícios e minimizar esses problemas”, afirmou Luciana. Na próxima etapa da pesquisa, ela pretende auxiliar os futuros professores a lidar com os textos jornalísticos e prepará-los para a sala de aula.
Na última etapa, o grupo de graduandos em química será convidado a escolher alguns dos 29 textos pré-selecionados de Ciência Hoje para utilizar nas aulas que serão filmadas e analisadas.
Luciana estima que levar revistas para a escola facilita o aprendizado. “Os textos de divulgação científica apresentam características multidisciplinares, abrangentes e que contextualizam o assunto. Tudo isso é recomendado pelas diretrizes curriculares”, disse. 

Fonte: Agência FAPESP, 02/06/2010
 

segunda-feira, 24 de maio de 2010




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Dia da Biodiverisdade no Trianon

Dia 22 de Maio de 2010 ,das 10 às 13h no Parque Tenente Siqueira Campos - O TRIANON
Celebramos o Dia da BIODIVERSIDADE
Participaram da Ação:-ICare - Eu me Importo- Movimento Aquecimento Global (agicare@hotmail.com )
- Caminhada pela Biodiversidade e Ação pelo Clima 2010 (http://diadabiodiversidade.ning.com )
- Revista Geo (www.revistageo.com.br )
- Trilhas urbanas - Secretaria do Verde Prefeitura de São Paulo /SP
- Além da varios colaboradores :Professora Márcia Márcia Regina Silva- Química, Professora Miriam Guglielmetti Bióloga e Fotógrafa , Lia Naomi Guglielmetti Untem -Estudante de Arquitetura , Marcelo Seiju GuglielmettiUntem - estudante e outros.
Olhe as fotos do evento!
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sábado, 15 de maio de 2010

[Jornal da Ciência] Acelerador de gente, entrevista com Karin Knorr Cetina

Socióloga que estudou os pesquisadores do LHC diz que experimento elimina noções tradicionais de autoria e prestígio.
Ao visitar o LHC (Grande Colisor de Hádrons) em abril de 2008, o físico escocês Peter Higgs pôde contrastar sua dimensão humana com a escala gigantesca da maior máquina já construída pela humanidade.
Se a hipótese de Higgs estiver correta, os dados que começaram a jorrar nas últimas semanas do LHC fornecerão a última peça no quebra-cabeças do modelo padrão, a teoria da física que explica a matéria. Mas a saga do LHC é resultado do trabalho de gerações de pesquisadores, cujos nomes finalmente se diluirão na "simbiose homem-máquina" de um novo paradigma, pela primeira vez realmente global, de cooperação cientifica.
Para Karin Knorr Cetina, professora de sociologia do conhecimento da Universidade de Konstanz, Alemanha, o experimento é, antes de tudo, um "laboratório humano" numa escala sem precedentes na história da ciência moderna.
Cetina passou 30 anos observando os pesquisadores do Cern (Centro Europeu de Física Nuclear), laboratório na Suíça que abriga o LHC, numa espécie de estudo "etnológico" da tribo dos físicos, seus usos e costumes. Segundo ela, noções tradicionais na ciência, como carreira, prestigio e autoria, deixam de ter qualquer significado no modelo de produção de conhecimento do Cern.
Da Universidade de Chicago, EUA, onde é pesquisadora visitante, Cetina falou à Folha:
- O que há de novo na forma de produzir conhecimento no Cern, e como isso se compara com as humanidades?
O novo é a dimensão, a duração e o caráter global do experimento. A estrutura dos experimentos é um experimento em si mesmo, com um caráter antecipatório de um tempo global e de uma sociedade do conhecimento. Poderíamos, talvez, fazer uma comparação com aquele espírito arrojado e inovador no desenvolvimento do supersônico Concorde nos anos 1960, que sinalizou uma ruptura de época. Mas não se pode responder com uma simples frase ao "como" esse experimento é coordenado.
Há muitos mecanismos particulares que sustentam o projeto e o transformam numa espécie de "superorganismo", na íntima colaboração de mais de 2.000 físicos com o gigantesco LHC, que eles mesmo projetaram e no qual, finalmente, trabalham juntos. Um mecanismo muito importante são as publicações coletivas em ordem alfabética. Quem é privilegiado não é o "gênio", o autor, ou pesquisadores destacados em suas áreas. Um outro mecanismo é que o experimento mesmo, e não os autores, é "convidado" para as conferências internacionais.
Os atores individuais são apenas os representantes daquilo que produziram em conjunto. Um outro mecanismo é que os participantes se encontram, por exemplo, durante toda uma semana no Cern, e esses encontros são organizados de tal maneira que todos possam e devam ser informados sobre tudo que ocorre. Estabelece-se, assim, uma espécie de consciência coletiva do "conhecimento compartilhado".
Como poderíamos comparar isso com as ciências humanas? Alguns diagnósticos de época importantes, de historiadores e filósofos, por exemplo, ainda encontram ressonância na opinião pública, mas, infelizmente, a estrutura e a segmentação da pesquisa nesse campo do conhecimento não tem mais nada de interessante a oferecer. A sociologia tradicional não sinaliza mais para a frente.

- Depois de muitos anos de pesquisa de campo em laboratórios como uma etnógrafa da ciência, como se diferenciam as culturas científicas diante do papel do indivíduo?
A biologia molecular, que acompanhei por muitos anos, é uma ciência "de bancada", na qual, por regra, poucos pesquisadores trabalham juntos, na qual também se produz e publica em coletivo, mas não em ordem alfabética. O papel do pesquisador individual ainda permanece importante. Isso leva, como sabemos, a conflitos em torno de autoria e quem está em que posição na publicação. A física de altas energias procura, em contrapartida, liberar a cooperação, na qual é o conjunto que está no ponto central. O fio condutor não é mais a carreira, mas o resultado cientifico. O acelerador é o elemento dominante, pois ele somente pode ser construído e avaliado por muitos.

- Seria a natureza mesma do projeto incompatível com um novo "insight" individual que poderia mudar tudo de forma imprevisível?
É bem mais provável, no caso do Cern, que a pesquisa em equipe deva produzir excelentes resultados empíricos. Muitos pesquisadores em sociologia e nas humanidades, de maneira geral, produzem resultados parciais, fragmentados, que não se agregam dentro de um sistema numa perspectiva cumulativa -não porque a natureza do social seja fragmentada, mas porque nossa maneira de conduzir pesquisas, nossas convenções de pesquisa, não se agregam. Em muitas ciências empíricas devemos investigar no processo cooperativo -já que na natureza todas as partes de uma sistema se interrelacionam- ou todo o sistema ou saber qual é, realmente, a parte central desse sistema que deve ser isolada e destacada. Esse reducionismo experimental não pode ser levado a cabo na ciência social por motivos éticos, por se tratar de pessoas em sua integridade, que não podemos reduzir a células de cultura. Para tanto, seria necessário muito mais cooperação e pesquisa.

(José Galisi-Filho-Folha de SP, 2/5)
 
Fonte: JC email 03/05/2010

NEANDER,POESIA DE MARCELO ROQUE E A EVOLUÇÃO, GLÓRIA KREINZ DIVULGA

"Neander"

Talvez ainda estejas comigo
Talvez, sejamos o mesmo
Que sabe também não são teus os meus sonhos,
e esta solidão, onde faço minha morada ?
Quem sabe ?
Quem poderá saber ?


Através de analises feitas em ossos do homem de neandertal,
encontrados da Croácia, e datados em cerca de 50 mil anos atrás,
cientistas perceberam que uma parcela da população mundial atual
- principalmente da Ásia e Europa - possui algumas características genéticas, identicas a esta espécie humana extinta
Sugerindo assim que, a milhares de anos atrás, aconteceu o cruzamento entre o Homo Sapiens com o Homo Neandertal

Marcelo Roque

domingo, 9 de maio de 2010

POEMA PARA MINHA MÃE, DE MARCELO ROQUE,HOMENAGEM ÀS MÃES DESTE BLOG, COM CARINHO; A ROSA...GLÓRIA KREINZ DIVULGA


POEMA PARA A MINHA MÃE
Não há cheiro melhor neste mundo, que o cheiro de minha mãe
Este cheiro de afeto fresco
que se espalha por todos os cômodos,
frestas,
portas e janelas
E demais cantos de minha vida
E não há olhar mais triste
e nem mais feliz, que o olhar de minha mãe
Um olhar,
que ao mesmo tempo que me implora pra ficar,
se encanta,
com o mais ousado dos meus vôos
Quem dera se todos os filhos
aprendessem sobre o amor com suas mães
Assim, como a semente aprende com a terra
sobre os segredos da vida,
ainda que sem saber
Quem dera se todos os filhos
embalassem nos braços suas mães,
e também lhes cantassem para dormir,
soprando aos seus ouvidos
os mais belos sonhos da infância
E quem me dera poder roubar do tempo
sua flor da eternidade
Somente para planta-la em seu jardim, minha mãe ...
Quem me dera,
quem me dera,
quem me dera ...
Marcelo Roque

domingo, 2 de maio de 2010

ADMIRAVEL MUNDO NOVO, VÍDEO POEMA DE MARCELO ROQUE, HOMENAGEIA NOMES DA CIÊNCIA;GLÓRIA KREINZ DIVULGA


Admirável Mundo Novo
Sejam as máquinas visíveis ou invisíveis
é o meu sangue quente
que corre entre suas juntas frias
Alimentando-as com a vida, até então,
restrita as fibras de minha carne
Reinventando assim o meu corpo
e expandindo minh'alma,
para além das fronteiras do meu peito
Marcelo Roque

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ciência dura no soft virtual

A divulgação científica cada vez mais ganha reforços da própria tecnologia. Como diz Michel Serres a ciência tem uma linguagem própria, isto é, a ciência fala com a ciência. De certa maneira é isso que está ocorrendo com as novas tecnologias de comunicação. Demorou, mas finalmente os cientistas estão se rendendo a uma tecnologia já há algum tempo muito difundida na internet, as redes sociais.
Estão praticando um diálogo sobre suas atividades, com novas regras, ou melhor, sem elas e, sobretudo, sem as convenções do artigo científico. O bate papo entre um grupo de cientistas vai alem da discussão entre pares é mais democrático e é divulgação científica na raiz praticada pelas fontes produtoras da informação.
Disso fica uma dúvida no ar, será que foram as cientistas que começaram com isso? Estava ficando difícil deixar de espalhar para os amigos as últimas notícias do que se passava lá no laboratório.
– Tem cada simbiose lá na minha placa de petri que vou te contar...
– Será? Eu acho que é uma protocooperação...

Uma nota sobre o assunto saiu do JC e-mail estimulado pelo uso já corrente no meio dos cientístas

JC e-mail 3996, de 26 de Abril de 2010.
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=70460

Academia passa a utilizar redes sociais da internet para pesquisa

quinta-feira, 22 de abril de 2010

REED-Reduced Emissions from Deforestation and Degradation (Redução e Emissões por deflorestamento e Degradação ambiental)

Futuro do REDD está nas mãos dos esquemas regionais

16/04/2010 - Autor: Fernanda B. Muller, direto do Carbon Markets Americas - Fonte: CarbonoBrasil

Muitas definições ainda precisam ser esclarecidas no contexto internacional para o desenvolvimento do mecanismo de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação, mas é dos esquemas regionais que podem sair os principais detalhes



Demanda, elegibilidade e a viabilidade são questões ainda pouco esclarecidas, mesmo no Acordo de Copenhague que tantas pessoas dizem ter sido bem sucedido em relação ao REDD.

“Quem vai ficar com os créditos?”, questiona Ruben Kraiem, sócio da empresa norte-americana de advocacia Covington & Burling LLP. Governo, autoridades sub-nacionais ou até mesmo acordos bilaterais, como no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), são as possibilidades na mesa.

Kraiem acredita que este tipo de definição virá principalmente quando for aprovado o projeto de lei que regulamenta o cap and trade na AB 32, legislação californiana para controle das emissões de gases do efeito estufa que deve ser votada até o final do ano.

Ele explica que a Califórnia tem grande poder para influenciar outros esquemas de limite e comércio de emissões (cap and trade), como o federal norte-americano, e por isso é um foco importante até mesmo que o próximo encontro da ONU em Cancun.

“O REDD será um grande componente do mercado de compensações, quando e se um projeto de cap and trade for aprovado nos Estados Unidos”, completou.

Kraiem não acredita que o esquema será baseado em atividades de projetos, mas sim em uma abordagem a nível nacional ou sub-nacional.

“Não será mais possível pegar um pedaço de terra e pedir créditos REDD, mesmo se estiver em risco e não houver vazamento (do desmatamento para outras áreas), a menos que a nível nacional ou sub-nacional”.

“O desafio agora para os desenvolvedores é como criar estes projetos e reconciliá-los com os sistemas nacionais e sub-nacionais de contabilização”, enfatiza.

Eficácia do REDD

Entre as dezenas de questões metodológicas importantes que ainda precisam ser definidas para que o mecanismo de REDD seja efetivo está o monitoramento das florestas ao redor do mundo.

Tecnologias de sensoriamento remoto, envolvendo imagens de satélite e inovações cada vez mais impressionantes, já permitem em resoluções de centímetros, porém elas ainda são privilégio de poucos.

O Brasil possui sistemas super avançados de monitoramento do desmatamento na Amazônia, mas até mesmo nosso país tão elogiado internacionalmente por sua capacidade de acompanhar as florestas, ainda tem carências. O Cerrado deve começar a entrar no programa nacional de monitoramento, porém a Mata Atlântica e outros ecossistemas brasileiros ainda devem esperar algum tempo.

Luiz Saporta, consultor da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), explica que a nível mundial isto é um problema ainda maior. A divisão tecnológica ainda não é generalizada, especialmente nos países tropicais, onde a maioria não tem recursos suficientes para montar um sistema adequado de monitoramento das florestas.