quinta-feira, 1 de setembro de 2011

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

FOTOSSÍNTESE - MARCELO ROQUE, Glória Kreinz divulga




ESTA POESIA É AINDA UMA HOMENAGEM À COMPANHEIRA ETHEL, LÍDER AMBIENTALISTA, QUE LEMBRAREMOS SEMPRE, COMO NAS FOTOS AO LADO.

APOIO - www.abradic.com/njr

"Assim como as árvores, também os poetas oxigenam o mundo"

Fotossíntese

Oferece-me a árvore, generosamente,
tua sombra
Onde então me sento em pensamentos
E assim, esquecido no tempo,
absorvo o instante;
denso e impenetrável
Devolvendo-o em verso
Leve, límpido ...
respirável

Marcelo Roque

sábado, 25 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E MEIO AMBIENTE

PRESERVEM O BELO DA NATUREZA...LEMBRANDO NOSSA AMIGA ETHEL...GLÓRIA KREINZ
VEJA FOTOS AO LADO, DO MOVIMENTO LIDERADO PELA LÍDER AMBIENTALISTA
APOIO ABRADIC - www.abradic.com/njr

CONTRA O DESMATAMENTO E A POLUÍÇÃO AMBIENTAL...

domingo, 19 de junho de 2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

DESEDUCAR PARA DOMINAR - MARCELO ROQUE

"Mais importante que ensinar
é despertar o interesse pelo saber"

E as nossas escolas nem ensinam
e muito menos despertam tal interesse



Eu, como cidadão brasileiro, me sinto profundamente indignado
com o tamanho descaso com o qual é tratada a educação em
meu país
É explícita a vontade dos governos de provocarem cada vez mais
uma deteriorização do ensino, tornando-nos assim, indivíduos cada
vez mais alienados e ainda menos participativos (se é que participamos
de alguma coisa)nas questões de interesse coletivo
Nas salas de aula, os professores fingem que ensinam, enquanto os
alunos fingem que aprendem
E para piorar aquilo que já estava péssimo, ainda foi inventada a tal
"aprovação automática", ou seja, os alunos já começam o ano letivo
sabendo que, a aprovação, é praticamente certa. Um verdadeiro
desestímulo ao já mínimo interesse dos estudantes pelo aprendizado

E enquanto isso, continuamos sendo constantemente bombardeados,
por uma sub cultura estadunidense, que tem como único objetivo,
a destruição de nossa cultura e identidade nacional
E, como representantes máximos do capitalismo, visam, é claro,
a transformação de nosso país em uma sociedade cujos sonhos e
anseios, estejam intimamente ligados a conquistas materiais

Por fim, somando uma péssima educação, consequentemente, uma
quase inexistente consciência cidadã, com uma maciça campanha midiática(braço forte das elites), em prol de conceitos e valores exclusivamente materialistas, poderemos estar condenados,
definitivamente, a nos tornarmos indivíduos "terceiro mundistas".
Mesmo que, economicamente, algum dia, nos tornemos uma nação de primeiro mundo

Marcelo Roque

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ÚLTIMA SESSÃO -MARCELO ROQUE

Última Sessão

Esta indo embora o tempo do Belas Artes
Aquele tempo onde moças e moços se entreolhavam
em meio aos diálogos de filmes
franceses e soviéticos
Esta indo embora o tempo
daquelas imprescindíveis expressões
de alívio e dor,
que entre uma sessão e outra,
viam-se estampadas naqueles rostos
Esta indo embora o tempo
onde tudo o que mais se ouvia
era aquele silêncio;
inquietante e contestador
Que teimava em pairar entre os ouvidos e almas
de todos aqueles que ainda zelavam por suas almas




Um dos pontos culturais mais tradicionais de nosso país,
o Cine Belas Artes, localizado entre as avenidas Paulista
e Consolação, anunciou o seu fechamento
Um duro golpe no já tão combalido cenário cultural brasileiro
O prédio onde o cinema se encontra é alugado, e os proprietários
alegam que receberam uma oferta melhor de locação. Provavelmente
alguma grande loja de departamentos tomará o lugar do Belas Artes
Se isto realmente se concretizar, será mais um infeliz capítulo do
impiedoso avanço capitalista sobre parte da memória e cultura de um povo

Marcelo Roque

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

ATÉ QDO O ACERVO DE JOSÉ REIS VAI FICAR ASSIM?

E O RESPEITO COM A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NACIONAL?

Explicando a voz da ciência que calou e a espiral que desenrolou.




Osmir Nunes, pela equipe NJR/USP

Publicado em 11 de novembro 2010 por Tecelã ,do Tecela's Blog, encontramos em nosso perfil no Google os seguintes fatos:
“A Universidade de São Paulo é uma das maiores universidades do Brasil e a sexta maior em numero de alunos, sendo a maior entre as publicas. Em 2009 foi eleita como a 53 melhor universidade do mundo, segundo o Conselho Superior de Investigações Cientificas da Espanha. Mas a população sabe o que acontece dentro dos portões da universidade? sabem que existem professores pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação que ajudam a desvendar vários quebra-cabeças científicos e ajudam a construir o conhecimento? Como isso é feito? O que eles fazem dentro das salas e dos laboratórios que podem ajudar a comunidade?
Como as pessoas vêm o que acontece dentro dos portões da Universidade se não através da divulgação cientifica. O papel da divulgação científica e do divulgador vem tomando grande importância dentro da sociedade. Levar a população questões simples, mas importantes como o que são os transgênicos e as células tronco faz com que as pessoas possam construir suas próprias opiniões.
A Universidade de São Paulo além das Comissões de Cultura e Extensão Universitária presentes nas faculdades e Institutos tinha grande contribuição do Núcleo José Reis de Divulgação Científica (NJR) que antes se localizava nos barracões próximos a ECA e o seu site, assim como as revistas ligadas ao NJR, Vox Scientiae e Espiral, ficavam ancorados no site da ECA-USP. Hoje o local está interditado e o site fora do ar.
Faz algumas semanas que li no Jornal do Campus (USP) uma luz a respeito do que estava acontecendo:”
Núcleo José Reis é acusado de irregularidades”
OMITIMOS OS FATOS SEGUINTES, POIS NADA AJUDAM A ESCLARECER O MOMENTO QUE VIVEMOS. ESTES FATOS SE ENCONTRAM NAS MÃOS DO JURISTA DALMO DE ABREU DALLARI, QUE NOS REPRESENTA, E PROMETE REABERTURA DAS SALAS DO NJR E A VOLTA DA NORMALIDADE. NÃO PODEMOS ACEITAR UMA ATITUDE FASCISTA NA UNIVERSIDADE.
Voltando a articulista a quem cumprimentamos, e gostaríamos que houvesse mais como ela, eis suas palavras: “ O que a mim pesa e acredito deveria preocupar a USP e o seu reitor são os inúmeros artigos ligados a divulgação científica com o papel de esclarecer que também foram interditados, e dessa maneira negado o acesso a população, além do acervo lacrado junto a sala em que ficava o NJR.
Procurando pelo google vi algumas coisas relacionadas a esse assunto, como o estatuto do NJR:
http://www.usp.br/leginf/resol/r5834m.htm
Minha esperança é de que as coisas sejam rapidamente resolvidas para que o prejuízo que vem sendo causado por essa interdição de conhecimento pare de calar a voz da ciência. Esperemos o desenrolar dessa história”. Nós também esperamos, inclusive com direito de eleições democráticas e a volta da liberdade de expressão.

O prof. Osmir Nunes é Mestre pela ECA/USP, doutorando Em História da Ciência, USP_

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Revistas na aula de química

A matéria abaixo é muito interessante, pois fiz uma monografia a partir de teóricos da Análise do Discurso, uma metodologia muito válida para se analisar revistas de divulgação científica, que me trouxe muitas conclusões e entendimentos acerca do discurso científico e discurso de divulgação científica. A matéria em questão ilustra isso no que tange a importância das revistas nas escolas.




Estudo analisa papel no ensino de química da divulgação científica feita por meio de textos jornalísticos
Por Fábio Reynol
Agência FAPESP – Ao lado de livros didáticos e de materiais de laboratório, revistas e publicações de divulgação científica podem ser uma ferramenta importante para o aprendizado de química no ensino médio.
A afirmação é de Luciana Nobre de Abreu Ferreira, que apresentou conclusões preliminares de seu trabalho de doutorado, conduzido no Instituto de Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), na 33ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química, realizada de 28 a 31 de maio em Águas de Lindoia.
Na apresentação oral “Textos de divulgação científica como recursos didáticos”, Luciana contou sua experiência de incentivar graduandos em licenciatura em química a utilizar textos de revistas nas aulas de estágio. Sua pesquisa tem apoio da FAPESP por meio da modalidade Bolsa de Doutorado.
A estudante selecionou exemplares da revista Ciência Hoje, vinculada à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), publicados de 2004 a 2008 e com temas associados à química.
“Como encontramos muitos textos, cerca de 230, resolvemos utilizar somente as reportagens de capa relacionadas à química”, disse Luciana à Agência FAPESP. Com a nova triagem, restaram 29 matérias jornalísticas a serem levadas às salas de aula.
Os textos foram analisados segundo o campo teórico da análise do discurso e algumas características chamaram a atenção da pesquisadora. “Eles continham informações científicas, elementos do cotidiano dos alunos e muitas vezes características didáticas que ajudavam a complementar o livro didático”, indicou.
Segundo Luciana, uma das grandes vantagens dos textos jornalísticos de divulgação científica é a contextualização dos temas que não são vistos isoladamente, mas relacionados a uma questão que faz parte da vida do aluno.
Essas características foram verificadas pela doutoranda em revistas como Galileu, Superinteressante e Pesquisa FAPESP.
Para Luciana, além de ter linguagem acessível aos estudantes, essas publicações especializadas e sessões científicas de jornais colocam a ciência em um patamar mais próximo do aluno, algo que o livro didático muitas vezes não traz.
“Os textos jornalísticos mostram aos alunos que a ciência é feita por pessoas do mesmo nível que eles, diferentemente dos livros, que apresentam muitas vezes a matéria com certa autoridade, sugerindo algo que eles não vão poder alcançar facilmente”, ponderou.
No entanto, o estudo também apontou que o uso dos textos jornalísticos só é eficaz com a participação ativa do professor na escolha e na preparação das matérias antes de levá-las às aulas.
A espetacularização da ciência, dados incompletos e até incorreções conceituais são alguns problemas dos jornais e revistas que o professor deve detectar e debater com os alunos na sala de aula.
“É papel do professor aumentar os benefícios e minimizar esses problemas”, afirmou Luciana. Na próxima etapa da pesquisa, ela pretende auxiliar os futuros professores a lidar com os textos jornalísticos e prepará-los para a sala de aula.
Na última etapa, o grupo de graduandos em química será convidado a escolher alguns dos 29 textos pré-selecionados de Ciência Hoje para utilizar nas aulas que serão filmadas e analisadas.
Luciana estima que levar revistas para a escola facilita o aprendizado. “Os textos de divulgação científica apresentam características multidisciplinares, abrangentes e que contextualizam o assunto. Tudo isso é recomendado pelas diretrizes curriculares”, disse. 

Fonte: Agência FAPESP, 02/06/2010